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Como planejar um site: mapa, páginas, conteúdo e o que a lei pede

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Ferramenta deste guia: Planejador de site

Para planejar um site, decida antes de construir: o objetivo (vender, gerar contatos, receber agendamentos, mostrar os trabalhos ou informar) e o que vai contar como resultado; para quem é o site; o mapa do site, com as páginas, as seções de cada uma na ordem e a chamada para ação; o conteúdo a produzir (textos, fotos, depoimentos), com quem faz e até quando; as funções, como WhatsApp, agenda ou loja; as palavras que o cliente digita no Google; e quem constrói, o domínio e a hospedagem. Tudo isso vira um briefing, que serve para qualquer construção: por você, por um profissional, por uma agência ou por um agente de código.

O que é planejar um site

Planejar é resolver no papel o que, no meio da construção, sai caro mudar. Quem começa pelo visual costuma descobrir tarde que falta o texto da página de serviços, que ninguém tirou as fotos ou que o botão principal leva a lugar nenhum.

O Sebrae, na ficha do serviço de desenvolvimento de site do Sebraetec, põe o planejamento antes da construção: conhecer o público, as funcionalidades e a forma de se comunicar dá mais acerto ao empresário. A mesma ficha deixa com a empresa a identidade visual e o conteúdo (textos e imagens) e avisa que, sem o conteúdo, o site pode nem chegar a ser publicado. O domínio e a hospedagem, pela ficha, são contratados pela própria empresa.

O plano tem duas partes. O mapa do site é a lista das páginas, na ordem do menu, com as seções de cada uma. O briefing é o documento que junta o mapa, o conteúdo, as funções, a identidade e as escolhas técnicas, para entregar a quem vai construir.

Como planejar um site, passo a passo

  1. O negócio e o objetivo. O que a empresa faz, para quem, onde atende e o que o site precisa conseguir. Escolha um objetivo principal: é ele que define a chamada de cada página e o que se mede.
  2. A oferta. Os produtos ou serviços, se o preço vai no site (o valor, "a partir de" ou sob consulta), os diferenciais e a prova: avaliações, depoimentos, tempo de mercado, antes e depois, garantia.
  3. O mapa do site. As páginas, cada uma com o que precisa conseguir, as seções na ordem e uma chamada para ação com destino: "Agende seu horário" leva à agenda; "Peça um orçamento", ao WhatsApp. O rodapé vai em todas as páginas, com o contato.
  4. O conteúdo. Cada seção pede uma peça: a imagem do topo, as fotos dos trabalhos, os textos, as perguntas frequentes. Para cada uma, anote se já existe, se precisa de ajuste ou se falta, com quem faz e até quando.
  5. A identidade. O logo, as cores, as fontes, o tom de voz e alguns sites de referência.
  6. As funções. Botão do WhatsApp, formulário, agenda on-line, loja e pagamento, mapa, avaliações, blog.
  7. A busca e a medição. As palavras que o cliente digita no Google, o Perfil da Empresa no Google e o que conta como resultado: conversas no WhatsApp, formulários enviados, agendamentos, vendas.
  8. A construção. Quem constrói, em que plataforma, o domínio, a hospedagem, o e-mail com o domínio, quem mantém, o prazo e o orçamento.

Que páginas o site precisa

Depende do ramo e do objetivo. Uma sugestão de partida:

Tipo de negócio Páginas Funções
Serviço com hora marcada início, serviços, agendar, sobre, dúvidas, contato agenda, WhatsApp, mapa, avaliações
Serviço no local do cliente início, serviços, trabalhos, sobre, contato WhatsApp, formulário, avaliações
Comida e bebida início, produtos (cardápio), sobre, contato WhatsApp, mapa, redes
Loja e revenda início, loja, sobre, dúvidas, contato loja, pagamento, WhatsApp
Profissional liberal início, serviços, sobre, blog, contato formulário, WhatsApp, blog
Trabalho criativo início, serviços, trabalhos (portfólio), sobre, contato formulário, WhatsApp, redes

Com até quatro páginas e sem venda on-line, uma página só, que rola, pode bastar. Sempre que o site coleta dados, entra também a política de privacidade.

Exemplo: um banho e tosa

A Patas & Cia, de Ribeirão Preto, faz banho, tosa e hidratação para cães e gatos, com leva e traz. O objetivo do site é receber agendamentos, e o preço vai como "a partir de".

  • Mapa: 7 páginas e 20 seções. Início (5 seções), Serviços e preços (4), Agendar (2), Sobre nós (4), Dúvidas (2), Contato (2) e Política de privacidade (1).
  • Chamadas: "Agende o banho do seu pet" e "Escolha o horário" levam à agenda; nas dúvidas e no contato, "Chame no WhatsApp".
  • Conteúdo: 13 peças. Sete já existem (o logo, a imagem do topo, as fotos do lugar e dos trabalhos, os preços, os números e o contato); seis estão a produzir, cada uma com quem faz e até quando, antes do prazo de 45 dias do site.
  • Funções: WhatsApp, agenda, mapa, redes e avaliações. Como a agenda coleta dados, o aviso de privacidade está na página de política.
  • Resultado: agendamentos, conversas no WhatsApp e cliques em "como chegar", medidos pelo Google Analytics.
  • Construção: um profissional, num construtor de sites, com o domínio já registrado e a hospedagem da plataforma; a dona atualiza; R$ 1.800 para construir e R$ 90 por mês.

O que a lei pede

  • Aviso de privacidade. Se o site coleta dados pessoais (formulário, agenda, cadastro, ferramenta de medição), a LGPD (Lei 13.709/2018, art. 9º) dá ao titular o direito a informação clara sobre o uso desses dados.
  • Acessibilidade. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015, art. 63) obriga os sites de empresas com sede ou representação no país a serem acessíveis, conforme as diretrizes adotadas internacionalmente, e a ter o símbolo de acessibilidade em destaque.
  • Venda pela internet. O Decreto 7.962/2013 pede, em local de destaque, o nome empresarial e o CNPJ (ou CPF), o endereço físico e eletrônico, as características do produto, o preço com as despesas de entrega e as condições da oferta (art. 2º), e os meios para o cliente desistir da compra (art. 5º). Pelo Código de Defesa do Consumidor (art. 49), quem compra fora do estabelecimento pode desistir em 7 dias.

Esses são os pontos mais comuns; um profissional confirma o que vale para o seu caso.

A busca no Google e a medição

O guia de SEO para iniciantes do Google recomenda, em cada página, um título exclusivo, claro e conciso, e uma descrição curta, de uma ou duas frases, própria daquela página. Ajuda também usar no endereço palavras úteis para quem lê, descrever as imagens no texto alternativo e escrever com as palavras que o cliente usa na busca, que nem sempre são as do ramo. Para negócio local, o Perfil da Empresa no Google conta: a busca local pesa a relevância, a distância e o destaque da empresa.

Para medir, defina antes o que conta como resultado. No Google Analytics, o formulário enviado e a compra concluída têm eventos recomendados próprios (generate_lead e purchase).

Erros comuns

  • Começar pelo visual. As cores e o modelo vêm depois do mapa e do conteúdo.
  • Página sem chamada para ação. Toda página que apresenta o negócio precisa dizer o próximo passo.
  • Contato escondido. Sem botão de WhatsApp, sem contato no início e no rodapé, o visitante desiste.
  • Conteúdo que atrasa o site. Textos e fotos são da empresa: sem prazo e responsável, viram o gargalo.
  • Domínio e senhas no nome de quem construiu. O domínio, a hospedagem e os acessos ficam no nome do negócio.
  • Objetivo sem medição. Sem saber o que conta como resultado, não dá para dizer se o site funciona.

Como o planejador ajuda

O Planejador de site monta o plano em oito etapas, com explicação e exemplo em cada campo. Pelo ramo e pelo objetivo, sugere o mapa do site, com as seções e a chamada para ação de cada página, e você ajusta. Ele tira das páginas o conteúdo a produzir, com quem faz e até quando, e avisa o que falta: página sem chamada, objetivo sem medição, loja sem pagamento e o que a lei pede. No fim, entrega o briefing em texto, um para mandar a quem vai construir e outro para colar num agente de código, e o plano em PDF.

Para as redes sociais que vão apontar para o site, veja o Plano de conteúdo para redes sociais. Para levar gente ao site pela busca paga, a Configuração de anúncios e do Google Ads monta a campanha.

Perguntas frequentes

Como planejar um site para minha empresa?

Defina o objetivo e o que conta como resultado, o público, o mapa do site com as seções e a chamada de cada página, o conteúdo a produzir com quem faz e até quando, as funções, as palavras de busca e quem constrói. Junte tudo num briefing antes de construir ou contratar.

O que é mapa do site?

É a lista das páginas do site, na ordem do menu, com as seções de cada uma. Num salão, por exemplo: início, serviços e preços, agendar, sobre, dúvidas e contato. Ele mostra a quem vai construir o tamanho do trabalho e o conteúdo que falta.

Quais páginas um site de empresa deve ter?

Em geral, uma página inicial, uma de serviços ou produtos, uma sobre a empresa e uma de contato. O resto depende do objetivo: agendar, loja, trabalhos, dúvidas ou blog. Se o site coleta dados, entra a política de privacidade.

O que é briefing de site?

É o documento que reúne o que o site precisa ter: o objetivo, o público, a oferta, o mapa do site, o conteúdo, as funções, a identidade e as escolhas técnicas, como domínio e hospedagem. Serve para pedir orçamento e para quem constrói não precisar adivinhar.

O site da minha empresa precisa de política de privacidade?

Precisa quando coleta dados pessoais, por formulário, agenda, cadastro ou ferramenta de medição. A LGPD dá a quem tem os dados coletados o direito a informação clara sobre o uso deles. O aviso de privacidade é onde a empresa dá essa informação.

Site de empresa precisa ser acessível?

Sim. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015, art. 63) obriga os sites de empresas com sede ou representação comercial no Brasil a serem acessíveis, conforme as diretrizes adotadas internacionalmente, e a exibir o símbolo de acessibilidade em destaque.

Fontes

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