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Análise SWOT: o que é, como fazer passo a passo e exemplo

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Ferramenta deste guia: SWOT

A análise SWOT é uma matriz de quatro quadrantes que organiza as forças e as fraquezas do negócio, que estão dentro dele, e as oportunidades e as ameaças, que vêm de fora. Em português, também se chama matriz FOFA. Para fazer, defina antes a decisão que a análise vai apoiar, liste os itens de cada quadrante, dê um peso a cada um e cruze os de maior peso para escrever as estratégias: é esse cruzamento que transforma a lista em decisão.

O que é a análise SWOT

SWOT é a sigla, em inglês, de Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats: forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Os quatro quadrantes se dividem por duas perguntas. A primeira é de onde o item vem: de dentro do negócio, que ele controla, ou de fora, que ele não controla. A segunda é para que lado ele empurra: ajuda ou atrapalha.

Ajuda Atrapalha
Dentro do negócio (ele controla) Forças Fraquezas
Fora do negócio (ele não controla) Oportunidades Ameaças

Esse quadro é o modelo para preencher: uma lista em cada casa, com o peso de cada item ao lado. Forças e fraquezas são o que o negócio tem ou faz: a equipe, o caixa, a operação, o produto, a marca, a tecnologia. Oportunidades e ameaças são o que acontece ao redor: o consumo, a economia, a concorrência, as leis, a tecnologia que fica mais barata, o lugar onde ele está.

A análise SWOT não tem um autor único reconhecido. Ela costuma ser ligada aos estudos de planejamento de empresas dos anos 1960, e há duas versões para a origem: o grupo de professores de política de negócios da Harvard (Learned, Christensen, Andrews e Guth, 1965) e Albert Humphrey, no Stanford Research Institute. Nenhuma das duas é consenso.

Como fazer uma análise SWOT

  1. Defina o objetivo. Escreva a decisão que a análise vai apoiar: "onde investir no ano que vem", "abrir ou não uma segunda unidade", "lançar ou não um serviço". O que é força para crescer pode não pesar nada para vender o negócio. Sem objetivo, a lista vira inventário.
  2. Liste as forças. O que o negócio faz bem e ajuda no objetivo. Olhe por categoria para não esquecer nada: pessoas e conhecimento, finanças, operação, produto ou serviço, marca e relacionamento, tecnologia e dados.
  3. Liste as fraquezas. O que atrapalha, nas mesmas categorias: equipe e gestão, finanças, gargalos da operação, limites do produto, imagem e relacionamento, atraso tecnológico.
  4. Liste as oportunidades. O que acontece fora e pode ajudar: mercado e consumo, cenário econômico, tecnologia que ficou acessível, mudanças de comportamento, leis e regras, fatores do lugar e do ambiente.
  5. Liste as ameaças. O que acontece fora e pode atrapalhar: concorrência, instabilidade econômica, tecnologia que muda o jogo, mudanças de comportamento, barreiras legais, riscos ambientais e físicos.
  6. Dê um peso a cada item. De 1 (pesa pouco) a 5 (pesa muito) no objetivo. Ordene cada quadrante pelo peso e some os pesos: a soma mostra o que pesa mais dentro do negócio (forças ou fraquezas) e fora dele (oportunidades ou ameaças).
  7. Cruze na matriz TOWS. Combine os itens de maior peso de dentro com os de fora e escreva, para cada par, o que fazer.
  8. Escolha. Das estratégias escritas, marque as que vai seguir e anote o primeiro passo de cada uma.

A matriz TOWS foi proposta por Heinz Weihrich em 1982 para fazer a SWOT render decisões. Ela tem quatro tipos de estratégia:

Oportunidades Ameaças
Forças FO: usar as forças para aproveitar as oportunidades FA: usar as forças para se proteger das ameaças
Fraquezas DO: corrigir as fraquezas para aproveitar as oportunidades DA: reduzir as fraquezas e se proteger das ameaças

O D vem de debilidades, outro nome para as fraquezas. Quando as forças pesam mais que as fraquezas e as oportunidades mais que as ameaças, o quadro favorece as estratégias FO; no extremo oposto, as DA.

Exemplo: um pet shop

O Bicho Feliz é um pet shop com banho e tosa. O objetivo da análise: decidir onde investir em 2027 para crescer sem abrir outra loja. Cada quadrante ficou com cinco itens, já na ordem do peso:

Quadrante Itens (peso) Soma
Forças F1 tosadora com 12 anos de experiência (5) · F2 clientes fiéis (5) · F3 van própria (4) · F4 caixa positivo (3) · F5 rações especiais (3) 20
Fraquezas D1 depende de uma tosadora só (5) · D2 sala de banho pequena (4) · D3 agenda num caderno (4) · D4 Instagram parado (3) · D5 ração parada no estoque (2) 18
Oportunidades O1 gasto com pets em alta (5) · O2 agendamento on-line barato (4) · O3 tutores que tratam o pet como da família (4) · O4 três condomínios novos (4) · O5 crédito mais barato (2) 19
Ameaças A1 rede de pet shops abrindo a 1 km (5) · A2 sites vendendo ração mais barata (4) · A3 alta no preço da ração (3) · A4 regras municipais (2) · A5 chuvas que alagam a avenida (2) 16

Dentro, as forças pesam mais que as fraquezas (20 a 18). Fora, as oportunidades pesam mais que as ameaças (19 a 16). O quadro favorece as estratégias FO. Das oito estratégias escritas na TOWS, cinco foram escolhidas:

  • FO, F2 × O1: criar um plano mensal de banho para os clientes fiéis.
  • FO, F3 × O4: buscar e entregar os animais nos três condomínios novos, com a van.
  • FA, F1 × A1: mostrar o trabalho da tosadora experiente, sem brigar por preço com a rede.
  • DO, D3 × O2: trocar o caderno pelo agendamento on-line.
  • DA, D1 × A1: treinar uma segunda pessoa na tosa.

Repare em F1 e D1. A maior força e a maior fraqueza vêm da mesma pessoa: a tosadora experiente é o que diferencia a loja e, ao mesmo tempo, o ponto em que tudo para se ela faltar. As duas estratégias escolhidas contra a rede que vai abrir partem dela: uma usa a experiência da tosadora como diferencial, a outra reduz a dependência dela. É o tipo de leitura que só aparece quando os itens são cruzados, e não apenas listados.

Erros comuns

  • Fazer sem objetivo. A mesma loja tem forças diferentes para crescer, para vender o ponto ou para pedir crédito. Sem objetivo, não há como dar peso.
  • Trocar dentro por fora. "O mercado pet está crescendo" é oportunidade, não força: vale para todos os concorrentes. Força é o que o seu negócio tem e os outros não necessariamente têm.
  • Escrever ação como item. "Abrir uma loja virtual" não é oportunidade, é estratégia. A oportunidade é o que está por trás dela, como clientes comprando mais on-line. As ações vão para a TOWS.
  • Itens vagos. "Bom atendimento" diz pouco. "Clientes fiéis, que voltam todo mês" dá para usar.
  • Todos os itens com o mesmo peso. Se tudo pesa 5, nada se destaca, e a análise não ajuda a escolher.
  • Parar na matriz. A lista dos quatro quadrantes é o meio. Sem o cruzamento e a escolha, a SWOT vira um quadro bonito na parede.
  • Usar a análise para justificar uma decisão já tomada. A Universidade do Kansas, no seu guia da SWOT, alerta para esse risco: a análise serve para testar a decisão.

Como interpretar o resultado

A soma dos pesos é uma bússola, não uma nota. Ela diz para que lado o quadro pende e, com isso, quais estratégias tendem a fazer mais sentido agora. No empate de um lado, as duas estratégias do outro lado ganham peso: forças e fraquezas empatadas, com oportunidades maiores que ameaças, apontam para FO e DO.

A SWOT organiza o que você sabe e ajuda a escolher. Ela não prevê resultados, e os pesos valem o que vale a avaliação de quem preenche. Fazer a análise com o sócio ou com a equipe, e não sozinho, costuma revelar itens que o dono não enxerga.

Como a ferramenta ajuda

A ferramenta SWOT começa pelo objetivo da análise e pelo tipo de negócio e passa pelos quatro quadrantes, cada um com seis categorias e sugestões gerais e do seu ramo: um clique vira item, e você ajusta para o seu caso. Cada item ganha um peso de 1 a 5, a matriz se ordena sozinha e mostra o que pesa mais dentro e fora do negócio. Os alertas apontam a categoria que ficou sem olhar, o item sem peso e a ação escrita como item. Na matriz TOWS, a ferramenta sugere os pares de maior peso; você escreve as estratégias e marca as escolhidas. O PDF sai em A4 com a matriz, a leitura, a TOWS e as estratégias escolhidas, com espaço para o primeiro passo.

Para preencher as oportunidades e as ameaças com mais critério, a ferramenta Cinco Forças de Porter analisa o mercado. Para transformar as estratégias escolhidas em tarefas com responsável e prazo, o Plano de ação 5W2H.

Perguntas frequentes

O que significa SWOT?

É a sigla, em inglês, de Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Em português, a mesma análise também é chamada de FOFA. Forças e fraquezas são internas ao negócio; oportunidades e ameaças são externas.

Qual a diferença entre análise SWOT e matriz SWOT?

São a mesma coisa vista de dois jeitos. A matriz SWOT é o quadro de quatro quadrantes; a análise SWOT é o trabalho de preencher, dar peso e tirar conclusões dele. Uma matriz preenchida sem cruzamento nem escolha de estratégias ainda não é uma análise completa.

O que é a matriz TOWS?

É o cruzamento dos quadrantes da SWOT, proposto por Heinz Weihrich em 1982. Ela combina forças e fraquezas com oportunidades e ameaças em quatro tipos de estratégia: FO, FA, DO e DA. É o passo que transforma a lista da SWOT em ações.

Quem criou a análise SWOT?

Não há um autor único reconhecido. A origem costuma ser ligada aos estudos de planejamento dos anos 1960, com duas versões: o grupo de política de negócios da Harvard (Learned, Christensen, Andrews e Guth) e Albert Humphrey, no Stanford Research Institute. A matriz TOWS, que cruza os quadrantes, tem autor conhecido: Heinz Weihrich, em 1982.

Dá para fazer uma análise SWOT pessoal?

Dá, com a mesma lógica. As forças e as fraquezas são as suas habilidades, a sua experiência e os seus limites; as oportunidades e as ameaças vêm do mercado de trabalho ou da área em que você atua. Como no negócio, comece pelo objetivo, por exemplo mudar de área ou abrir a própria empresa.

Fontes

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